segunda-feira, 16 de abril de 2018

China 2018


Tivemos uma etapa surpreendente na China.

Por várias razões.

Desde que entramos na Era do Motor Híbrido, foi a primeira vez que
a Mercedes perdeu três corridas de forma consecutiva.

A estratégia ganha cada vez mais importância.

Saber entender o que está acontecendo na pista é fundamental.

A Ferrari foi imbatível no qualifying.

Mas ao hesitar na tomada de decisões viu a vitória escapar por entre
seus dedos.

Após uma largada agressiva de Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen ficou
numa posição delicada e perdeu segunda posição para Valtteri Bottas.

Com Mercedes e Ferrari em estratégias semelhantes, bastava a Scuderia
Italiana marcar sua adversária e conduzir até a linha de chegada.

Nem isso.

Perdeu tempo e Bottas assumiu a liderança.

Para vencer.

Repito.

Em condições semelhantes ninguém passa nesta Fórmula 1.

Sebastian nunca passaria Valtteri.

Nem com o sacrifício de Kimi.

Entretanto veio o acaso.

As duas Toro Rosso ficaram loucas e deram cabeçadas.

Safety Car por conta de detritos.

Reviravolta.

A Red Bull, sem nada a perder, arriscou tudo numa troca dupla.

Dica da estação.

Troca dupla vai virar moda.

Os touros Max Verstappen e Daniel Ricciardo entraram na festa
com dois canhões.

Verstappen é um piloto menor.

Já havia tentado tirar Lewis Hamilton nas vezes em que se encontraram
neste campeonato.

Um tonto.

Vettel não havia ainda tido o desprazer de cruzar com o limitado em
carreira.

A corrida do líder do campeonato, já prejudicada pela falta de visão
dos italianos, se tornou um pesadelo após a falta de inteligência de
Max.

Por outro lado o "Touro Ferdinando" Ricciardo veio cheirando as flores
a cada ultrapassagem.

Venceu com autoridade.

Aproveitando a bela oportunidade.

Uma surpresa após um final de semana tão difícil.

Bottas chegou em segundo mais uma vez.

Repare que por pouco o piloto número dois da Mercedes não consegue
duas vitórias seguidas.

Hamilton esteve mais apagado, porém não cometeu erros.

Com as desventuras de Vettel e Verstappen, Raikkonen subiu ao pódio.

A escolha por uma parada permitiu que Fernando Alonso e Kevin Magnussen
chegassem aos pontos.

Williams e Sauber necessitam de muitas tragédias para aparecerem entre
as dez.

Nico Hulkenberg continua a falar mais alto que Carlos Sainz Jr
dentro do seu time.

A Renault é a quarta força e deve atropelar a McLaren em breve.

Já a Force India espera um novo pacote aerodinâmico na Espanha.

Sem resposta sobre o futuro da qualidade da unidade força da Renault,
Daniel Ricciardo está sem definição sobre o seu futuro.

A provável adoção do motor Honda por parte da Red Bull em 2019 coloca
ainda mais nuvens no horizonte.

Verstappen já está assinado com o time dos energéticos até o final de 2020.

Uma troca entre Ricciardo e Carlos Sainz Jr. seria lógica.

O jovem espanhol ainda pertence a Red Bull e a Renault teria o seu tão
sonhado líder.

Ricciardo sinaliza para a Mercedes ao tecer críticas sobre Bottas.

Valtteri que, caso deixasse as Flechas de Prata, poderia estar sendo
substituído somente por um nome: Fernando Alonso.

Outra troca, com o finlandês terminando na McLaren.

Entretanto os interesses comerciais de Ferdi (Kimoa) e a liberdade
(Endurance) dentro da Casa de Woking o deixam muito feliz.

O jogo está sendo jogado.

Por fim.

A paciência de Sebastian Vettel no trato com as estultícias de Verstappen
na pista revelam a calma de quem tem um conjunto vencedor.

Maquiavel cria que um dos princípios essenciais da sabedoria é o de se abster
das ameaças verbais ou insultos.

A Ferrari é hoje o carro a ser batido.

Basta calma.

Pois Loria parece destinada à realeza.














quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um Pensamento sobre a Fórmula E






























Ninguém é obrigado a gostar de uma coisa.

Mesmo que ela esteja na moda.

Já vi algumas provas da Fórmula E.

Não gostei.

Achei as corridas chatas.

Me lembrando a Indy em circuitos mistos.

Carros com um design padronizado.

Artificial.

Paradas para que o piloto possa trocar seu bólido por outro.

Esquisito.

A bateria é a solução.

Mas ela não é suficiente para uma prova completa.

A coisa esquenta demais.

Por isso tantas curvas.

É lenta.

E ainda tem o Fanboost.

Para interagir com o público jovem e moderno.

Uma vantagem para os mais queridos da prova.

Para entender.

É tipo assim.

Imagine a final dos 100 metros rasos nas Olimpíadas.

O Fanboost daria um doping autorizado por corredor mais votado
no Facebook.

Uma injeção na veia.

Aí ele poderia correr mais um pouquinho.

Esse tipo de coisa vai contra todos os meus princípios.

É ótimo haver interação e aproximação com as pessoas.

Entretanto, na minha visão, confundiram as bolas.

OK.

Tenho elogios também para a categoria elétrica.

A busca por circuitos de rua é excelente.

Aí está algo que eu acredito.

Invade.

Coloca a vibração da corrida no meio da vida das pessoas.

Para as marcas é um negócio bom, bonito e barato.

Há uma exposição mundial com baixo custo.

E ainda posando de antenadas com o futuro.

Por isso tantas estão colocando seus nomes na parada.

Um show room que ajuda a vender e realizar negócios numa
plataforma chic.

Mas os elétricos não são o futuro?

Não.

Olhe mais para os híbridos.

E sobre o futuro pense em outra forma de energia.

Quando Donald Trump taxou o aço, ele usou os interesses dos países
em derrubarem a barreira a seu favor.

Negociou para obter vantagens em outros setores.

Com o Brasil não foi diferente.

Trump apontou para o Etanol.

Que deverá ser elevado em  15% na mistura do combustível americano
nas refinarias.

Renovável com tecnologia funcional.

Acho que a Fórmula E cumpre um papel.

Permite que com um baixo investimento (comparado com a F1) as
grandes montadoras tenham uma bela vitrine para suas mercadorias.

Facilitando muitas ações de merchandising.

É simpática, pode se arriscar com regras birutas e ainda contar com
ex-pilotos da categoria máxima do automobilismo.

(note o ex)

Mas não dá pra comparar a Fórmula E com a Fórmula 1.

São coisas diferentes.

Sabe Ping-Pong e Tênis?

Quando vejo as pessoas dizendo que a novata vai superar a F1,
eu não consigo enxergar como isso poderia ocorrer.

Há espaço para a Fórmula E conviver com a categoria máxima do
automobilismo.

Basta continuar seu script de motor show, feira e sem se levar muito
a sério.

Será mais feliz e se tornará longeva assim.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Bahrain 2018






































Uma segunda etapa emocionante até o final.

Não devemos esquecer que nestes novos tempos um GP começa a
ser vencido no sábado.

A Ferrari entendeu isso.

Um tempo atrás comentamos que o carro vermelho seria construído
para conquistar poles.

A Scuderia Italiana foi sempre mais rápida que sua rival prateada no
deserto.

A unidade de força que empurrou os carros de Sebastian Vettel e
Kimi Raikkonen se mostrou ótima.

Além disso, os bólidos italianos estavam bem mais equilibrados do
que na Austrália.

Podendo assim lidar muito melhor com a parte sinuosa do circuito.

Por outro lado a Mercedes não achou seu melhor setup.

Penou com os pneus aquecendo demais e a falta de entendimento do
tipo do asfalto.

Mesmo com um motor menos potente, a Red Bull mostrou mais
agressividade do que na primeira etapa.

O qualifying indicou um carro bem ajustado.

Porém os pontos são ganhos no domingo.

Sebastian Vettel começou sua jornada sem problemas após as luzes
vermelhas serem desligadas.

Mas o ganho de posição de Valtteri Bottas em cima de Raikkonen
deu a primeira vitória na batalha do final de semana para a equipe
de Toto Wolff.

Com uma das peças no lugar certo, a Mercedes ainda tinha que
executar uma estratégia perfeita e necessitava contar com um pouco
de sorte para atrapalhar Vettel.

A segunda vitória veio com o blefe na parada de box.

A precipitação da Ferrari permitiu que Hamilton e Bottas partissem
para uma só parada.

E ainda veio a sorte.

O revés (quase mortal) na saída de Kimi trouxe várias baixas no
exército vermelho.

O plano da Mercedes equilibrou o jogo.

Sozinho, Vettel teve que conduzir seu carro até o final.

Com um Valtteri Bottas sedento por vitórias na sua sombra.

Seb venceu.

Entretanto poderia ter sido mais tranquilo.

Numa situação de igualdade (paradas, pneus) a Mercedes não seria
páreo.

A beleza está aí.

A inteligência, o fator humano podem influenciar o jogo.

O ocaso da Red Bull de Daniel Ricciardo foi lamentável.

Max Verstappen hoje (digo hoje) é um problema.

Parece aquela piada contada pela terceira vez.

Não há graça em suas ações.

Ver Pierre Gasly conduzir a Toro Rosso / Honda quase ao pódio
foi impressionante.

A McLaren abriu mão do dinheiro e de ser um time de fábrica.

Seu teto é a quinta posição.

Isso contando com chuva, desgraças e infortúnios alheios.

Ver Kevin Magnussen brilhando não me surpreende.

Quem acompanha o Blog há mais tempo sabe disso.

(apesar da apatia de Grosjean)

E ainda estou com expectativas de que o jovem piloto da Haas
repita performances memoráveis em pistas molhadas, assim
como fez nas categorias de base.

A oportunidade passa e vai embora.

Marcus Ericsson pegou a sua e não soltou.

Bom para a Sauber Alfa Romeo.

Marchionne sorri ao ver a marca italiana nos pontos.

A Force India vai realizando testes.

E a Williams de Paddy Lowe não tem nada de bom.

Me lembra um carro da Indy de tanto que balança.

Todos esperavam um Sainz marcando território.

Não está funcionando.

Experiente, Nico Hulkenberg quer se tornar o número um na Renault.

Acho que essa história ainda vai render.

Temos um campeonato.

Pois ninguém duvida da capacidade de reação da Mercedes.

Bom pra gente.

Aguardemos o próximo capítulo.

Enquanto isso a mimada Loria não sabe ainda o que é derrota.

domingo, 8 de abril de 2018

quinta-feira, 29 de março de 2018

Clipping






























Skate.

Design minimalista.

Mais Valia

Lewis Hamilton deve fechar um novo acordo com a Mercedes em breve.

Devemos ver um novo formato, diferente dos últimos, sem premiação por
performance.

O valor fixo deve girar em torno de 45 milhões de euros anuais.

Contrato fechado sem cláusulas de saída.

Menos é Menos

Ano passado a McLaren afirmava possuir em seu carro um dos melhores
desenhos aerodinâmicos da Fórmula 1.

O que estragava era o motor Honda.

OK.

Mas a expectativa de melhora com a mudança para a Renault não se cumpriu.

O time de Fernando Alonso está um mundo atrás da Red Bull que também
utiliza a unidade de força francesa.

A redução no orçamento da equipe de Woking pode ter a ver com o resultado.

Com a saída dos japoneses, ao compararmos com 2017, o investimento em
2018 caiu mais de 200 milhões de euros.

E isso faz toda a diferença.

Só para você ter uma ideia, 200 milhões é quase soma dos orçamentos de Haas
e Force India nesta temporada.

Tenso

A diferença mínima para que um bólido ultrapassasse outro na Austrália era de
mais de um segundo e meio.

Efeitos Colaterais

A Mercedes demonstrou seu poder no qualifying ao alcançar a pole position.

Não só pelo carro, mas também pelo talento de Hamilton.

Entretanto o sofrimento passado ao andar atrás de outro carro chamou
a atenção.

Bottas e Lewis passaram aperto.

O motor aqueceu e a aerodinâmica do carro se perdeu na parede de ar
formada por quem estava a frente.

Largar em primeiro é imprescindível.

Sentimento Ruim

Essa Williams me parece mal nascida (carro).

Tipo uma tragédia.

Vamos esperar as próximas duas provas para uma avaliação melhor.

Aceno

Não sei se muita gente percebeu.

Mas nas poucas voltas com pista livre Ricciardo mostrou a capacidade
da Red Bull.

Tempos respeitáveis durante a corrida ao compararmos com Vettel e
Hamilton.

No mesmo instante.

Congelamento

A Renault acha caro demais e inviável desenvolver duas unidades de
força ao mesmo tempo.

Por isso pede uma solução para os próximos dois anos antes que as novas
regras sejam adotadas.

Bom

Interessante.

Na Austrália todas as máquinas que usavam motor Renault terminaram entre
os dez primeiros colocados.

Quase Tudo em Casa

A escuderia americana Haas confirmou o americano Santino Ferrucci como
piloto de desenvolvimento.

Porém a equipe também contará com o nome da jovem promessa indiana
Arjun Maini até o fim de 2019.

Pilotando na F2 (GP3 ano passado), Maini tem o apoio de sua família para
bancar suas empreitadas no mundo do automobilismo.

A Índia é sempre um mercado a ser considerado.

E os Maini são responsáveis pelo primeiro carro elétrico do país.

Vale dizer que Arjun, de 19 anos, já havia se destacado anos atrás quando
a Force India buscava nomes através de um programa local para pilotos
novatos.

Maserati

Lotado de problemas Bob Fernley (Force India) pediu um adiantamento
financeiro para a Liberty Media.

Para obter o benefício necessitava da unanimidade de apoio das outras
equipes.

A Williams votou não.

Pensando numa conversa antiga.

A Ferrari podia salvar a Force India de seus nós financeiros, não?

Valorizando

Bottas na Ferrari?

Mais que cavucando um lugar na Scuderia Italiana, me parece que
alguém já começou a briga para continuar na Mercedes.

Por Fim

Gina era muito bonita.

Mas acho que Loria vai ficar mais alta.

Cruzeiro






































Viagem de navio?

Claro!

segunda-feira, 26 de março de 2018

Austrália 2018

































Saudações!

O começo da temporada causa um frescor.

Uma ar de novidades e expectativas.

As impressões dos testes em Barcelona foram confirmadas na Austrália.

A Mercedes continua sendo o benchmark da categoria máxima do automobilismo.

Já a Red Bull aponta como o melhor carro em termos de aerodinâmica.

E a Ferrari oscila no meio termo entre as suas maiores concorrentes.

Porém foi a Scuderia Italiana que alcançou a vitória.

No vácuo do virtual e real safety car.

Mas com estratégia também.

O desastroso sábado de Valtteri Bottas deixou Lewis Hamilton exposto
às armadilhas dos vermelhos.

E a própria sorte.

Kimi Raikkonen puxou o atual campeão para o box enquanto que Sebastian
Vettel fazia sua parte ao esperar algo fora do normal.

Veio.

A Haas sofreu uma grande derrota,

O Kevin Magnussen que estava na pista, e que fez grande classificação, é o
mesmo que defendo por aqui há anos.

Subestimado.

O impaciente Max Verstappen sentiu.

Vettel parou e saiu para a vitória.

Hamilton ensaiou um ataque.

Medíocre.

O motor Mercedes esquentou demais no carro do inglês.

Na Williams de Lance Stroll também.

Eu disse num post abaixo que ninguém ultrapassa na F1.

A pole é tudo.

Ou quase.

A aerodinâmica da Mercedes impressionou no qualifying.

Nas 16 curvas de Albert Park Lewis abriu quase um segundo sobre Kimi.

Raikkonen descontou nas retas.

E a conta final ficou em sete décimos de diferença.

A Ferrari precisa fechar essa operação.

Williams e Force India expõem as fragilidades de seus projetos.

Não há unidade de força que faça milagre.

Note a importância do design.

Fernando Alonso executou o que se espera dele.

Entretanto não acho nada nessa McLaren.

Detalhes.

O fato de Bottas (que trocou cambio e mais meio carro após o acidente)
não ter escalado o pelotão de forma avassaladora foi um bom sinal para
os concorrentes.

Hamilton fora das pistas está uma pessoa insuportável.

Mais ou menos.

Mais.

É um dos maiores pilotos de todos os tempos.

Menos.

Pernóstico e intratável para os que o cercam.

A Ferrari lucrou de forma formidável na primeira etapa.

Precisa evoluir.

Pois a Mercedes virá com toda sua fúria.

Por fim.

Um comparativo de voltas mais rápidas.










segunda-feira, 5 de março de 2018